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    ELEIÇÕES 2026: o fenômeno das campanhas como “montanhas parindo ratos”

    Por Victor Silva

    A expressão “a montanha pariu um rato” significa que houve uma enorme expectativa, muito alarde ou promessas grandiosas que, no fim, resultaram em algo insignificante, decepcionante ou muito pequeno. Devidamente explicada a máxima que intitula este artigo, vamos aos fatos que trazem a expressão à tona nestas eleições.

    Mesmo que você não acompanhe de perto o processo eleitoral deste ano, o fato de candidatos ocuparem cada vez mais as redes sociais para tentar alavancar suas campanhas é inegável. Mais certo ainda é o fato de que mesmo você querendo distância da política, só em gastar tempo em seu Instagram, Whatsapp ou qualquer outro aplicativo na internet te faz visualizar algo sobre o pleito de 2026 e seus atores.

    É um caminho sem volta e o político que não entendeu isso ainda está fadado ao fracasso. Mas, particularmente este ano, algo tem me chamado muito a atenção: a forçação de barra de alguns candidatos para tentar emplacar algum conteúdo viral que lhe renda likes, views e, na cabeça deles, até votos.

    O que mais tem se visto este ano é anúncio de pronunciamento de candidato A ou B prometendo, em alguns casos, revolucionar a corrida eleitoral com o que vai ser dito nas notas/vídeos que logo serão publicados.

    Mas é o que vem depois que justifica o título desta matéria. O político chama e ganha a atenção de eleitores de um lado e de outro, da imprensa e até de quem nem quer saber de eleição, mas vez ou outra se vê imerso ao conteúdo para:

    Dizer que vai usar os poucos dias que antecedem a votação para se engajar por completo na campanha de um presidenciável a qual ele já é obviamente alinhado, ideologicamente falando;

    Dizer que vai pausar a campanha pra fazer pronunciamento mas, quando vem a público nada mais faz do que uma nova promessa que de tão mal explicada parece que é algo para ontem, mesmo ele não sabendo se vai ganhar a eleição ou não;

    E, por fim, o que mais me deixa com a rejeição aflorada: postagens comparando candidatos até a nomes puros e perfeitos como o de Deus e demais profetas da história cristã, a qual a humanidade conhece muito bem e entende de início que é impossível comparar tais nomes aos de políticos da atualidade.

    Fico me questionando se os próprios não se dão conta de que, fora os que possuem interesse total na atuação dele, porque visam na eleição daquele candidato um contrato, a permanência numa gestão ou qualquer que seja o favorecimento político, ninguém está nem aí para isso ou muito menos vai bater palminhas nessas publicações.

    Menos, pessoal! Tenhamos senso. Não exagerem. Até porque, como diz outra famosa máxima: “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

    Victor Silva – Jornalista pela UEPB

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